Você dorme, e eu ainda te espero I
Você dorme, e eu ainda te espero II
Você dorme, e eu ainda te espero III
Por cima do rosto que se educou plácido, pôs-se uma distância enorme. Mesmo que permaneça o eu, mesmo que permaneça o você. Nessa distância, esconderam-se os desejos, as expectativas, as convenções. Não há mais tanto riso, mas não há mais choro também.
Por debaixo desse rosto, existem as loucas, as insolentes, as criativas, e eu me pergunto se são estas que se põem de tempos em tempos a falar... entre os sussurros, eu me esforço para ouvir, mas até hoje não apreendi suas palavras.
Você dorme, e eu ainda te escuto.
Você dorme, e eu ainda te espero.