O universo sempre foi uma ideia reconfortante para mim: um infinito tão vasto que nos tornaria quase nada. No entanto, certa vez li que, devido à aceleração da expansão, objetos distantes estariam ultrapassando o "horizonte cósmico" - o limite observável - tornando-se invisíveis para nós, desaparecendo de maneira mais rápida do que podemos alcançá-los. 
Nesse momento, tive medo de ser como eles. Lembrei-me de um sonho recorrente: existe a urgência de se chegar a um certo lugar, encontrar um certo alguém. Mas, a cada passo, esse caminho se desdobra em um labirinto e, quando percebo, já se passaram anos - não há mais por que continuar.
Ainda assim, eu continuo. Da mesma forma que acredito que aqueles continuam em sua busca por este universo que lhes escapa. Talvez a possibilidade do encontro seja o suficiente para nos fazer continuar. Ou talvez seja a incapacidade de deixar a distância crescer. Talvez seja o suficiente que saiba que ainda busco. Ou, talvez, você esteja sempre aqui.
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